Melhoria dos processos eliminando custos evitáveis para empresas de serviços.
Oportunidade: reduzirmos cerca de 30% de nossos custos, reduzindo os custos evitáveis.
Que tal?
Custos evitáveis como o próprio nome diz, são custos que podem deixar de existir ou pelo menos reduzidos através de inovações ou melhorias nos processos.
Na indústria começou a ser difundido na evolução da gestão da qualidade, no final da década de 80 no Brasil, com o nome custos da não qualidade. Métodos de identificação e melhoria dos custos da não qualidade começaram a ser usados e disseminados com excelentes resultados, pois além de melhorar o desempenho dos processos, o método permite dizer quanto o processo melhorou financeiramente, que é um dos objetos de desejo de todo o gestor.
Estudos nos EUA na década de 1990 estimaram que os custos da não qualidade representassem cerca de 30% do faturamento das empresas, isso mesmo, 30 por cento.
Os custos da não qualidade foram divididos em dois grupos: os custos da falhas internas ao processo analisado e os custos de falhas externas –na relação com clientes e fornecedores. São exemplos de falhas internas: retrabalhos e reparos em geral, manutenções corretivas não programadas, inspeções excessivas, revisões não planejadas. Como exemplos de falhas externas têm troca de produtos defeituosos, administração das reclamações dos clientes, multas. Você já quantificou o custo destas falhas? Experimente.
Em 1990, quando eu participava do grupo qualidade e produtividade do Sindipeças, fizemos um estudo com as autopeças no Brasil e este chegou a estimativas da ordem 20% do faturamento total das empresas.
Ano passado, um outro estudo foi feito no setor automotivo brasileiro e os custos evitáveis levantados, representaram 7,3% do faturamento total do setor, equivalente a R$ 5,5 bilhões (revista autodata, ed260, pag61)
O segmento de serviços apesar de trabalharem de forma geral com melhoria de processos, ainda não faz uso deste conceito e desta metodologia, o que denota uma oportunidade para aquelas empresas de serviço que querem melhorar o desempenho de seus processos e saber o quanto economizaram e o quanto poderão aumentar sua rentabilidade através da redução ou eliminação dos desperdícios, dos problemas e seus respectivos custos evitáveis.
No próximo post sobre custos evitáveis, contarei o case inovador na Gestão de Facilities do Citibank, que desenvolvemos.
Uma nova abordagem, permite-nos novas visões, novas idéias e possibilidade de atitudes positivas e mais melhoria dos serviços, redução de conflitos nas equipes, melhoria da relação com fornecedores, melhoria na satisfação dos clientes e redução da despesa operacional.
Que tal experimentarmos?












